1 de junho de 2008

O mostro 4 por 4.

Ando com vontade de escrever como quem quer chocolate na TPM, porém os tantos assuntos que vêem na minha cabeça não parecem ter começo, meio e fim. Não parecem ter pé e muito menos cabeça.

Eis que como se a minha vida fosse dirigida pelo Woody Allen estou voltando para casa pensando no quão somos irresponsáveis e no como dirigir é algo sério, visto que uma das meninas que trabalham comigo entrou no meu espaço aos prantos por ter acabado de perder uma amiga no trânsito.

Pensando sobre o assunto, observo a avenida e toda sua quase sintonia. Um cãozinho olha pro nada como se estivesse passeando no campo e de repente com toda a fúria que um carro 4x4 tem, uma Ranger esmaga o pequeno animal sem nenhuma espécie de remorso. Sua única preocupação era não perder o sinal, que estava fechando.

Não vale a pena discutir o que o cão fazia na rua ou o excesso de velocidade do motorista. Não adianta em nada discutir, não adianta em nada escrever. Fico só pensando onde iremos parar, onde nada ou quase nada tem valor.

31 de maio de 2008

e aí FINALMENTE descobri que morro de vontade, de saudade.

quero pra mim sem nem poder sonhar com isso.

injusto (por mim) e tão prático.

29 de maio de 2008

Dicas para uma consulta ideal:

- Vai lá e preenche a ficha.
- E depois?
- Depois eles te chamam.
- Mas qual o critério?
- Faça parecer o mais anormal possível.
- Sério?
- Me chamaram bem rápido.

Não pode.

- Nossa! Que felicidade é essa?
- Não sei.
[ mentira! aposto que sabe sim! ]
- Não sabe?
- Não sei, veio de nada.


Não deveria ser normal ou precisa sempre de explicação?

26 de maio de 2008

Introdução.

Nada é mais humano do que resmungar daquilo que você mais comete.

18 de maio de 2008

E o sol se fez bonito atrás do mar.

De repente a gente descobre que todas aquelas nossas preocupações não são tão grandes assim. Ou melhor, nem são. Desnecessárias.

Saber que perdemos um tempo imenso com coisa miúdas, que odiamos pessoas por fatos ridículos ou que deixamos de fazer coisas por comodismo ou medo.

Eis que nos provam, cada vez mais, que a vida é curta, tão curta que mal dá tempo de explicar. Não importa se vivemos 20 ou 90 anos, será sempre pouco.

Descobrir que as vezes os quase bons amigos são as melhores coisas que podemos ter e que sugar ao máximo das pessoas e da vida é o mínimo que devemos para fazer valer a pena.

Fica a saudade eterna do amigo Conrado, que não se importava se a festa era boa ou ruim e sim se ela era. Parecendo prever que sua vida seria tão curta ele vivia o dia, todos os dias.

16 de maio de 2008

and i don't belong here.

14 de maio de 2008

Na cidade da praça, da igreja e das coincidências.

É bom saber que estamos todos interligados de alguma forma (que não seja o Orkut) nessa adorável cidade. Dizem que cada cidade tem seu lado bom e talvez esse seja o de Florianópolis.

Trabalhar num lugar onde todos já se conhecem ou em breve irão se conhecer é aconchegante, divertido e já ajuda a descobrir as cobras antes que seja tarde demais.

Estudar onde todos vão nas mesmas festas e conhecem alguém que te conhece também é delícia. Basicamente pelo simples fato de eu me sentir uma popstar.

12 de maio de 2008

Memórias.

Como se não houvesse amanhã, fico aqui gastando meu sono e tempo vendo coisas antigas. Talvez a culpa seja dos amigos que ficaram relembrando bons momentos como se tivéssemos 40 anos ou pelo como se menos nos conhecêssemos há 10. Talvez a culpa seja das fotografias, que congelam o que sentíamos e o quão (não) sóbrio estávamos no dia.

Ainda bem que não dá pra contabilizar quantos litros de álcool tomamos, quantas músicas dançamos e quantas vezes fomos ao supermercado de madrugada comprar pão de queijo.

Mesmo que impossível seja saber quantos beijos demos, quantos abraçamos negamos e quantos amigos agora odiamos. Por mais que antes parecesse mais doce, que hoje pareça menos unido.

E de tudo que fizemos, todos os lugares que conhecemos, de todas as coisas que criticamos, das piadas velhas sempre repetidas e das intermináveis horas de conversas só nos restam as fotografias.

11 de maio de 2008

Sub emprego #73

Como já é usual estou trabalhando com alguma roubada de lucro discreto. A bola da vez é recepcionar ricos e puxados em espaços planejados para o luxo e o gasto desnecessário.

Ainda por definir se por sorte ou azar eu cuido dos lavabos.

Como também já é de praxe eu fico analisando as diversas reações das pessoas e o mais curioso são os homens.

Existem dois lavados: o feminino e masculino e eles são realmente usados.

De forma intuitiva cada um vai direto para o seu banheiro. Logo que percebo, convido os homens para entrarem no banheiro feminino e vice-versa. A cara de fetiche dos homens vendo as mulheres maquiando no espelho super diz tudo.

9 de maio de 2008

Enquanto isso no País do Pão e Circo:

Que Roma que nada, hoje nada é mais pão e circo do que o Brasil. O casal Nardoni é preso ao vivo e uma multidão está na rua para julgá-los, provando mais uma vez (como se fosse preciso) que a mídia faz o que bem entende com a população. Pergunta se alguém vai pichar portão e jogar pedra no Roberto Jefferson?

Flash por todos os lados.

Isabella não sabia voar.

O futebol é a entidade líder da política pão e circo brasileira e o Flamengo a alegria nacional. Não importa se é por ganhar o Carioca ou por perder a chance das quartas de final na Copa Libertadores. Perdendo ou ganhando ele faz o povo feliz. Flamenguistas felizes no domingo, torcedores dos outros times na quarta.

Torcedores fanáticos.

O time de amarelo cala um estádio.

O goleiro chora e os outros times se sentem menos ridículos. Sentem.

E já que dizem que quando estamos na chuva é porque já sabemos que vamos nos molhar, fico feliz que uma empresa italiana vá trazer o Mika para cantar no Brasil. Mas não se preocupem: isso não tem cultura ou informação incluída.

2 de maio de 2008

Crises de identidade.

Quando eu resolvi criar esse blog a minha faculdade estava em greve, eu estava de dieta séria e o ano eleitoral fervia. Estava decidido: eu falaria sobre qualquer besteira desde que isso não fosse sobre a minha sub vidinha pessoal.

Mais pessoal do que casinhos não há. Foi no primeiro post que eu contei sobre algum relacionamento meu, que eu joguei pela janela tudo o que eu havia planejado. Não obstante, eu continuei a escrever quase compulsivamente sobre o assunto.

Andei lendo sobre blogs que contam sobre a vida social/ amorosa dos seus donos, naquela vibe blogão que aterrorizou o mundo uns cinco anos atrás. Resolvi assumir que eu estou nessa também... nem tanto assumir, mas só agora percebi.

Posso nomear as seis pessoas que lêem esse blog e talvez até possa listar o que elas gostariam de ler. Pouco importa – não é o que eu preciso escrever.

29 de abril de 2008

Se você fosse travesti, chamaria:

- Já que o Ronaldo Gordo resolveu colocar o assunto em pauta -

Prestenção que a tia vai ensinar qual é o
nome ideal para a sua personalidade travesti. A fórmula é simples e fácil (e não fui eu quem desenvolvi, mas plagiar e esconder a fonte é tu-do!)

Pegue suas recordações
Lembre da sua infância
Boa sorte!

Pegue o nome do seu primeiro animal de estimação fêmea (Mimi, Zuzu, Minnie, Florzinha e outras pieguices de criança) e depois é só pegar o nome da sua rua (o indicado é a rua que você mora e não a que você trabalha).

Vamos lá fazer um exemplo demonstrativo: Se a sua cadelinha chamava
Barbie e você mora na Rua Demétrio Ribeiro seu nome artístico será: Barbie Ribeiro! Ahazô!

Recapitulando (para os mais lerdinhos): NOME do primeiro ANIMAL FÊMEA + SOBRENOME do SUJEITO QUE É O NOME DA SUA RUA = Seu nome artístico de traveco.

Fica aí a dica :B


26 de abril de 2008

Meus filhos, paixões e viagens.

Sempre quando eu começo a falar sobre algum desses assuntos me acusam de adolescente. Não só nesses tipos de assuntos, mas sempre nesse. A frase que vem em seguida é que isso vai mudar e é só uma questão de tempo e que fulana era igualzinha e hoje tem quatro filhos e é super mãezona.

Os fatos serão os mesmos e as acusações também. Com vinte e um anos (que eu não abro mão nem por você nem por ninguém, já diria o Fábio Junior, sempre cafona e atual) ainda tenho tempo para ouvir que vou mudar, logo ainda tenho tempo para militar sobre minhas quase ideologias.

Seja em conversa com a terapeuta ou com os amigos da faculdade depois da uma da manhã no bar, os relacionamentos sempre rendem. Uns dizem que as mulheres não valem nada, outros dizem a célebre *mulher gosta é de dinheiro, quem gosta de pau é viado* para embasar tudo. As mulheres dizem que eles são insensíveis e infiéis. Talvez por essas doses de pessimismo e honestidade eu tenha ficado só olhando os relacionamentos (dos outros) acontecerem e fugindo dos que tentavam qualquer espécie de pronome possessivo para cima de mim.

Até aí ta, nada de anormal para uma revoltadinha pseudo- alcoólatra a mais no mundo. Só que existem mais coisas entre o céu e a terra do que possamos supor e também existem pessoas surpreendentes e incríveis no mundo que até fazem a gente quase mudar de idéia. O quase é super importante na frase, favor não desconsiderar. Uns chamam esses fatos do acaso de maturidade.

Resumindo o que já está gigante: dá sede. Sede da ressaca e inveja de quem já chorou mais que eu de motivos completamente idiotas. Supondo então que eu, no returno do campeonato, resolvo que vou parar de dar carrinhos nos adversários e vou assumir o ataque de maneira mais leal.

Supondo de novo, que isso dá certo, surte efeito e eu estou com um compromisso firmado e saudável (aos olhos dos outros, é claro) com alguém maduro e equilibrado. Aí, eu te pergunto (seja lá quem você é): Que RAIOS eu vou fazer com uma pessoa dessas?

Eu ia fazer jus ao título e falar sobre o quão egoísta eu sou para casar e ter filhos. Ia também conjeturar (diz o Word que é sinônimo de supor) não viajar para a Turquia para ver o que a Professorinha iria falar sobre meu filho na reunião dos pais. MAS chega de narcisismo e como esse BLOG infeliz é meu e eu não ganho nada para escrever nele eu encerro aqui, perguntando:

Dá pra ensinar a alucinar?

25 de abril de 2008

Sobre os homens.

2. Ofertaram-lhe a luxúria e a gula. Mulheres pagas para satisfazer e meninas quase inocentes no mesmo lugar. Parecia tudo o que ele queria, mas assim fácil que graça tinha?

5. Como querido diário ele serve para muitas coisas. Provocar e fazer pensar. Se de verdade ele fosse, daria para passear no parque, tomar cerveja e quem sabe até fazer um chá.

1. Não precisou jogar ninguém pelo sexto andar para ter cara de malvadão. Foi quando ele se sentiu ameaçado que demonstrou ter sentimentos. O povo a sua volta esboçava uma espécie de pena, mesmo que qualquer um ali negasse caso fosse perguntado. No dia seguinte ele teve a chance de mostrar que tinha aprendido que tinha mudado. Foi no dia seguinte que tudo continuou igual.

6. Com inteligência e perspicácia ele agrada qualquer um. OU não seria melhor dizer “qualquer uma”? Acusado de maquiavélico ele diz não temer a opinião alheia. Sozinho, chora e pensa no que perdeu. Tem sede de ter e vontade em ser.

3. Ninguém poderia dormir, que absurdo! Dia de aula é dia de aula e fugir dos problemas é freqüente e está longe de ser eficaz – todos sabem. Berrando tentou reanimá-la e dizer que acordar era muito importante, mas foi inútil.

4. Dizendo que futebol não é coisa para mulher ele iniciou o assunto com os amigos. Vestindo camiseta de time ela o fez lembrar-se de sua fuça. Eis que ela reapareceu e ele não hesitou em dizer que se lembrava do dia em que a conhecera. Relembram datas futebolísticas, sorriram e se despediram.

Se soubessem de tudo isso, fariam tudo igual.


formatação: minhabundapraabnt


10 de abril de 2008

Introduzir

Botar, colocar, enfiar, engranzar, ensartar, inserir, pôr, arranjar.

31 de março de 2008

17 de março de 2008

cantos vivos

10 de março de 2008

Catalogando:

a descoberta: meu objetivo maior e mais nobre foi cumprido.
a conclusão: sou uma fracassada.

o achado: uma foto descabelada com cara de the strokes.
a reação: risadinhas e gritinhos, simulando ter treze anos.

a música: antiga com dancinha 'sexy'.
a recordação: uma night tímida, com os amigos fazendo confissões inaudíveis.

depois de vestida você sempre sabe para onde ir.

7 de março de 2008

inércia é a mãe!

vou lá conferir se o rio de janeiro continua lindo mesmo. vou fazer brincos de origami e me nutrir de álcool. vou simular frieza e bondade para fazer novos amigos. vou conhecer o interior do paraná mais uma vez (lá, onde o sol é de senegal). e você, vem comigo?