27 de fevereiro de 2008

Ninguém no mundo te ama mais que eu.

De todas as formas conhecidas para conquistar ou reconquistar alguém, essa eu acho a mais estranha. Tem quem mande flores, tem quem escreva cartas, tem quem pegue outro para impressionar e tem os que dizem que amam a pessoa mais que todos no mundo, inteirinho.

Só pra começo de conversa, gostaria de saber da onde o sujeito tira essa brilhante estatística. Quais são os amores avaliados? Qual a unidade de medida? Tal qual a vida fosse o jogo The Sims, onde podemos ver numa barra a porcentagem de amor e amizade por terceiros.

Segundo, como pode isso justificar algo? O que me interessa o quanto a pessoa me ama a mais que o resto? Quais são os reais benefícios adquiridos devido a essa glória? Talvez eu seja egoísta demais pra compreender ou falte compaixão no meu coração.

Que-sito Peena: Nóó-ta déééz. Não, obrigada.

24 de fevereiro de 2008

O vício do clichê.

Diz ela, que escolhemos a pior raça de todas. Diz ela, que usamos Nike e All Star, além das roupas da Adidas. Mas Puma não, Puma é Florianópolis demais. Usando o básico da Hering só que com pose de malvadão, faz qualquer estudante de Design ser identificado como tal.

O pessoal dá moda é diferente, eles fazem roupas para eles, eles mesmos, como uma linda oficina de modelagem. Mesmo que sejam todos iguais. Não importa, é feito à mão. E os futuros jornalistas são bem mais roots. Bem mais.

Diz ela que explanar sobre desigualdade social e culpar os grandes empresários é clichê, mas ela diz em clichê com ênfase. Ela quer libertar os bichos da Clark e quer também que o ventilador Spirit não custe 314 reais. Não foi para serem presos e caros que eles nasceram.

Diz ela, que falar Grobo é mais lógico de acordo com a nossa fonética, mas a própria emissora condena essas facilidades humanas. Só acha que o L prevalece por questões sociais e por mais nenhum motivo que vale ser citado sem cair nos clichês.

Diz ela que sou eu quem pago o suco de abacaxi já que estou em débito com ela. Digo eu que ela busca algo menos clichê do que um quarto de adolescente.



A lógico do dito não está em discussão. Que clichê...






cliché
do Fr. cliché

s. m.,
prova fotográfica negativa;
folha estereotipada, matriz;
fig.,
imagem, ideia ou conceito muito divulgado e repetido;
estereótipo;
lugar-comum.

21 de fevereiro de 2008

Em momento meu-querido-diário.

Precisando aprender a eliminar coisas. Papéis que não servem pra nada, idéias antigas, preguiças sempre atuais, bonecas de 1980 e sentimentos inúteis.

Necessitando instalar softwares, como os básicos Photoshop, Corel e o meu amigo Solid Works. Carência excessiva de pilhas, calças jeans e boas noites de sono (de preferência sem sonhos).

Vontade descomunal de enterrar amigos, ex-amigos e futuros amigos. Inimigos, continuem saudáveis, vocês são minha fonte de energia.

Só me chame para sair de casa em dois casos: para beber ou para ganhar dinheiro. Beber para ter vontade de trabalhar e trabalhar para pagar as cervejas.


Ponto de fuga invertido na vida real. Me leva de volta para Buenos Aires?

vontade de postar nada.

17 de fevereiro de 2008

freguês

aos meus amigos vascaínos: shhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh!


Flamengo até morrer, eu sou.

16 de fevereiro de 2008

Loteria.

Hoje, se eu ganhasse na loteria não compraria um carro incrível, tampouco um apartamento com vista pra Avenida Paulista. Não sairia para beber os destilados mais caros do mundo nem faria um trabalho social.
Se hoje eu ganhasse na loteria eu não faltaria o trabalho nem compraria calças jeans no valor de casas populares. Nada de bolsas, sapatos, jóias ou plásticas. Nada de Museus na França e nights mirabolantes em Amsterdã.
Tudo o que eu faria era dar um jeito tupiniquim em tirar meu passaporte em meia hora, sairia do trabalho, pegaria um avião e iria pra neve, ver o Marcio, sentaríamos na frente do SOS Cardio e diríamos que a vida é estranha, mas é bela.

"Os verdadeiros amigos são os solitários juntos".

Abel Bonnard

11 de fevereiro de 2008

liberdade.

Aí ele me disse que é casado mas que essa vida não lhe agrada por completo. A sinceridade parou ao nosso lado e guiou a conversa. Disse também que é um cara livre, que gosta do mundo e de vivê-lo intensamente. A mulher dele é um anjo, mas não pode acompanhar todo esse espírito aventureiro. Não é questão de ser vagabundo, claro que não.
Existem diferentes possibilidades com outras mulheres. Algumas delas bem mais confortáveis (as possibilidades). Mas no final, tudo o que ele precisa é ser livre e acabou convencendo: como companhia na velhice o ideal é um cachorro e uma garrafa de vinho.

FELIZ ANIVERSÁRIO

anna queridona.

tudo de bom m-e-s-m-o.

obrigada por existir :)

5 de fevereiro de 2008

se escreveu, remeta.

são três da manhã e hoje sinto que não posso passar horas me confessando para alguém. também pudera, é segunda feira, é fevereiro e também carnaval.

na madrugada sou acompanhada pelas músicas antigas da shakira, que não sei se por talento ou mesmo por nostalgia sempre mexem comigo.

sinto saudades do teu cheiro e também de te apertar. sinto também medo de que você leia isso - mesmo sabendo que se escrevi, deve ter sido para esse fim.

coisas que agora são conturbadas também não são reais. vai passar e vai passar.

se ontem pensava que nunca precisei de você agora desejo com todas as minhas forças que você torne-se de verdade, no meu lado reclamando da música.

"trabalhar cada dia para viver a vida.
contestar só isso e sentir só aquilo"
pies descalzos - clássico 90's

3 de fevereiro de 2008

inconstância.

estava aqui pensando que meus sentimentos por você são inconstantes.
eis que avaliei melhor e percebi que não sabia de fato o que a palavra inconstância significava. procurei no meu livro favorito e como sempre ele foi rápido e me respondeu com clareza:

INCONSTÂNCIA
do Lat. inconstantia

s. f.,
falta de constância;
volubilidade;
leviandade;
infidelidade.


não acho que eu seja infiel ou leviana mas de qualquer forma acredite que a palavra quase cabe como definição. por fim meu livro ajudou a encontrar mais uma resposta as minhas psicoses de convívio.

PSICOSE
do Gr. psýchosis, animação

s. f.,
psicopatia;
fig.,
obsessão;
ideia fixa.


"se foi falta, apite" - lenine.

30 de janeiro de 2008

Tentando contato.


Vontade de escrever, porém falta a velha inspiração. Você até pode julgar que para tamanha besteira não há necessidade de inspiração, mas acredite: precisa de muita.
Descobri que definitivamente sou um extraterrestre e não pertenço a essa cidade.

Eu não quero jamais me sentir
Como me senti naquele dia.
Me leve para o lugar que eu amo,
Me carregue durante todo o caminho...
É difícil de acreditar que não existe ninguém lá fora.



Red Rot – Under the brigde
– a clássica dos luaus.

28 de janeiro de 2008

sem título nem nexo.

hoje o assunto é: você.

Eu te conheci e com certeza foi por um bom motivo.
O como as pessoas se encontram, se conhecem e se envolvem me intriga.
Sempre procuro ser o mais cética possível, se é que a busca disso não é prova de fé. Porém ininterruptamente busco descobrir coincidências, motivos ou fatos que podem nos ter unido.
Por que te achei lindo fazendo cara de nojo? Por que você me parecia a melhor amiga do mundo, o abraço que eu precisava naquele dia? E você? Por que eu olhei pra sua cara de rato e desejei que você nunca tivesse nascido?
Lembra daquele bar e do nosso choppinho cremoso? Lembra daquele livro que você foi vender? Consegue se recordar do calor que fazia quando nos conhecemos?
São muitas as pessoas que fizeram parte da minha vida. São muitas as que ainda fazem. Por que hoje me lembrei de você? Por que hoje quis conversar contigo até a madrugada nos cansar? E por que você não podia?
Se não há destino, nem Deus e nem o Diretor de “Efeito Borboleta”, por que algumas pessoas aparecem em nossas vidas aparentemente por nada?
Se hoje eu te considero a melhor pessoa pra conversar.
Se agora queria que você ficasse online no MSN.
Se eu queria que você nunca tivesse existido na minha vida.
Se eu preferia te ver morrer de forma trágica...
Saiba, com toda certeza: só sou eu por você existir.

21 de janeiro de 2008

O post mais idiota dos últimos cem anos.

Desde novinha, sempre adorei cicatrizes. Só de falar numa na sobrancelha e eu vou à loucura. Talvez pelo o que elas representam ou quem sabe por ser um defeito que conta história.
~
- Nossa, quê foi isso?!
- Nem me lembra, foi muito idiota. Sabe minha prima Joana que mora no Mato Grosso? Então, a gente tava apostando quem comia gelatina mais rápido e daí eu acabei batendo a testa na cambuca. Minha mãe ficou desesperada, quatro pontos.
~
Se repararmos bem, ninguém conta direito como aconteceu o acidente, afinal suas memórias ficam vivas e achamos que o curioso-perguntador está vendo a cena. Enfim, a graça maior duma cicatriz.
Certo dia, assisti a um filme que o chefão exigia uma mulher sem cicatrizes. Decidi que isso não existe. Uma pessoa sem cicatriz é uma pessoa sem passado ou um recém nascido, o que na prática é a mesma coisa. Perguntei a todos, incansavelmente se tinham cicatrizes e todos tinham.
NOTA: Uma amostragem de 10 pessoas é com certeza uma avaliação válida para o mundo inteiro.
Cicatrizes são trunfos de molecagens em sua maioria. São histórias para o verão e a prova de que tudo depois que passa vira piada.

20 de janeiro de 2008

Um conto natalino.

Eu sei, já passamos da metade de janeiro e o indicado é que os contos de natal saiam até dia 22 de dezembro, no máximo. Não venho através dessa bancar a alternativa rebelde mas busco sim cumprir com promessas velhas.
Era quente, era final de semestre e provando que o que é ruim sempre pode piorar, uma amiga me liga e diz que tem um trabalho bom para as férias (férias dela, eu ainda tinha uma defesa a exercer) e eu, mesmo sabendo do quão caro isso poderia sair, resolvi aceitar. É sempre bom testar nossos limites.
O trabalho era simples: sorrir, dar boa tarde e oferecer balas às crianças... em poucos dias eu tinha me tornado a assistente do papai Noel e era uma das responsáveis em manter a paz e os chifres da renas do bom velhinho.

UMA BREVE DESCRIÇÃO DO INFERNO
Papai Noel tinha uma casa no Shopping;
Era grande, bonita para alguns e mal acabada para outros;
Possuía muitas renas que as crianças insistiam em tentar lhe arrancar os chifres e
Por último, mas não menos importante, havia também uma fábrica de biscoitos (natalinos É CLARO).

Em resumo era o inferno na Terra.
A casa do papai Noel, apesar de todo o belo clima natalino, fervia. Para muitos ela não passava de uma jogada política, para outros uma jogada de marketing e para tantos outros (e por que não dizer? a maioria) pouco isso importava.
Tentei julgar inicialmente quais eram as más intenções que envolviam o empreendimento, mas cansada de tanto procurar resolvi que somente o tempo iria me dizer. Só não poderia imaginar que fedia tanto.

OS DONOS DA BOLA
A Rede de Lojas Koerich;
A AFLOV (Associação Florianopolitana de Voluntariado)
e só.

Contextualização: Florianópolis tem uma Praça tradicional chamada XV. Lá existe também a Câmara de Vereadores, que durante o final de ano costuma abrigar a Casa do Bom Velhinho. Opa! Costumava! Afinal em 2006 um grupo de cadeirantes não pôde acessar o segundo andar da mansão vermelha e verde e pediu uma solução para que a precária acessibilidade fosse revista. Como já é de praxe nas terras tupiniquins, a solução veio a cavalo: não haveria Casa do Papai Noel em 2007. Simples assim.
Eis que entra o bom velhinho e não estou falando do Papai Noel e seus milagres. O dono das lojas Koerich, inconformado com a situação diz que bancará a Casa do Papai Noel e ela será no Beira Mar Shopping, com ar condicionado e seguranças 24 horas por dia. Solicita apenas um favor, que a Primeira Dama de cidade, disponibilize a tradicional fábrica de biscoitos natalinos, afinal ela era um dos grandes sucessos da Casa localizada na Praça XV.

Seu Antônio pede, Seu Antônio é atendido. A AFLOV (já citada anteriormente) se equipa e leva a fábrica de biscoitos ao Shopping. Além de produzir os biscoitos a associação (assim como a Primeira Dama) ficaram incumbidas de distribuir ingressos para pessoas impossibilitadas de pagar os dois reais normalmente cobrados para se entrar na casa, estes eram chamados de Ingresso Social.
Era festa, era 30 de novembro de 2007 e seria o primeiro dia da Casa do Papai Noel no Shopping Beira Mar. Os biscoitos assavam e as assistentes do Papai Noel distribuíam Sete Belo para os visitantes. Não será preciso dizer que toda essa alegria não durou muito.
Duas senhoras voluntárias eram responsáveis em verificar se haveria a necessidade de deixar pessoas entrarem na casa sem pagar. O método era simples, se houvesse boa vontade no momento elas iriam avaliar a aparência do sujeito e docemente lhe perguntavam onde essa pessoa morava (ato considerado por muitos, uma validação sobre um possível voto em 2008 para a prefeitura de Florianópolis). Ao menos era como tudo acontecia no horário em que eu trabalhava.
Nunca entendi o porquê da necessidade de duas pessoas para executarem esse trabalho. Tudo o que via eram duas senhoras contando sobre suas últimas compras no Shopping e atrapalhando a saída dos visitantes (a entrada e a saída da casa eram ao lado uma da outra).
Na prática a teoria é outra, então o que acabava acontecendo eram familiares ganhando ingressos sociais para passear pela casa, o que resultou num apelido para os ingressos, que passei a chamar de ingressos social-ite. Se questionadas sobre a distribuição dos ingressos, elas simplesmente davam de ombros, certas de que nada irá afetá-las.
Um fator importante: os dois reais cobrados na entrada da casa eram para compra de brinquedos para serem distribuídos em comunidades carentes (novamente os mais maldosos diziam que isso também era para a compra de votos nas próximas eleições). Perceba que as voluntárias, que sempre se dizem tão preocupadas com as crianças, não julgavam necessária a doação dos dois reais de seus familiares.

O caso das bonecas negras.
Antes de a casa ser transferida para o Shopping não eram cobrados dois reais para a entrada e sim se pedia um brinquedo. Você trazia o brinquedo e visitava a casa. Como algumas pessoas estavam já acostumadas com a tradição, quando alguém aparecia com algum na porta de entrada, tínhamos a liberdade de deixar o visitante entrar sem o custo dos dois reais. Os brinquedos foram colocados no cenário da Oficina do Papai Noel e logo se transformaram numa grande montanha, cheia de boa vontade alheia e futura diversão e dignidade para aqueles que não poderiam pagar por um presente para os filhos no Natal. Ou não.
Nessa montanha, havia duas bonecas grandes e negras. Foram doadas por um senhor que as levou com muito carinho numa tarde ensolarada. Não demorou muito e os brinquedos de preços um tanto mais elevados que os que costumavam parar ali chamaram a atenção, a atenção das voluntárias. Elas disseram que suas netas eram loucas por bonecas negras e que estas eram objetos raros no mercado. Foi proposta a elas (por uma das dirigentes da AFLOV) que elas pudessem levar as bonecas para suas netas desde que elas trouxessem um brinquedo equivalente. Elas resmungaram e disseram que no mercado, uma equivalente custava 140 reais e que isso era injusto (?!). Tanto fizeram que cada uma acabou com uma das bonecas negras e cada uma delas foi trocadas por três bonecas. Duvido que alguma tenha custado mais de 10 reais. O argumento era simples: assim mais meninas poderiam se divertir e não só uma com uma boneca grande.

O caso do Papel de Presente.
Outro senhor levou inúmeros presentes embrulhados para as crianças carentes e os deixo na grande montanha. Ficamos entusiasmadas com a boa vontade dele e comentamos ainda sobre como deve ser importante um embrulho para uma dessas crianças. Os embrulhos foram todos arrancados pelas voluntárias com a desculpa de que seria complicado saber o que entregar para cada criança, apesar de cada embrulho ter escrito em cima “menino” ou “menina”. Não é preciso ser genial para saber as intenções delas.

O caso do Livro Ponto.
Segundo o site www.vemconcursos.com o trabalho voluntário, segundo a lei, não gera obrigações trabalhistas e previdenciárias e se constitui em “atividade não remunerada, prestada por pessoa física a entidade pública de qualquer natureza ou entidade privada sem fins lucrativos, que tenham objetivos cívicos, culturais, educacionais, científicos, recreativos ou de assistência social, inclusive mutualidade”.
Nesses casos, necessário que seja estudada a situação concreta e a intenção das partes, a fim de se verificar se o tipo especial de trabalho não está escondendo verdadeiro vínculo empregatício. Afinal, num país como o nosso, são poucas as pessoas que, possuindo meios para sua própria subsistência, podem se dar ao luxo de exercerem filantropia em todo o seu tempo útil.
As senhoras da AFLOV cumpriam horário, assinavam livro ponto, recebiam Vale Refeição e Vale Transporte, mas usavam um colete escrito “voluntário”.
O caso “sem fins lucrativos, com dinheiro gerado com o próprio trabalho”.
Os voluntários, por assim dizer, gostavam de enfatizar aos compradores dos biscoitos que esse dinheiro era muito importante para eles, afinal era com isso que eles eram mantidos. Exceto por um pequeno detalhe, tudo isso teria passado por mim sem causar grandes problemas: no coquetel final, a primeira dama agradece a prefeitura pelos 85.000 reais dados a AFLOV e que isso foi muito importante, já que os custos totais eram de 174.000 reais. Não sei dizer se essa receita se refere à um mês ou uma década, ela não nos deus esse precioso detalhe... mas percebo que praticamente metade dessa bagunça dita solidária somos nós que pagamos, no mínimo.

Existem muitos outros fatos que poderiam ser aqui descritos, mas já venho me alongando muito mais que o planejado. Peço que reflitam sobre como andam nossas coisas e como pretendemos melhorar o mundo se toda essa baderna já se mostra estabilizada.
Se não há muito que fazer, busco ao mínimo repassar um pouco dessas informações para quem não as pode imaginar. Quando for doar algo, pense e repense: você pode estar compactuando com pessoas de má índole, tudo isso só para ser um pouco solidário, afinal é natal.

13 de janeiro de 2008

rascunho duma crônica

passei por uma cena engraçada agora
tava no ônibus, lendo
o cobrador e o motorista conversavam
de repente, ouço algo que parecia ser comigo
notei que o motorista me chamava a horas
e dizia "moça, vai descer no centro?"
aí eu "não, não, depois do parque dos patos, na constantino luz"
"ah tá"
entreguei o dinheiro para o cobrador, tava sentada na parte das velhinhas
notei que não tinha ninguém no ônibus
de certo tava vazio e ele queria tocar o pau
só o escuro, o motorista, o cobrador eu e liesel (a menina que rouba livros)
aí ele disse "desce pela frente" - sabiamente depois de pegar o meu dinheiro
eu aceitei, por saber como é trabalhar em horário inoportunos
eis que ele perguntou "quer ficar onde?"
depois de cortar o caminho e não passar pelo ponto do shopping
e me deixou na porta de casa e ainda deu uma buzinadinha de tchau
só faltou esperar eu abrir o portão.

contribuição de maika

texto retirado duma nobre conversa no msn.

Ensinamentos de Justin Timberlake.

PUFT!

Um milagre para os religiosos e/ou uma mágica para os mais desapegados a ceticismos.

Estranho, tudo o que fazia com facilidade hoje é um grande dilema. Não desconsidere, por favor, que também ganhei muitas habilidades desconhecidas anteriormente.
Olho pros lados e sim, eu me coloquei no lugar dele!

Caramba, é tudo diferente olhando daqui... realmente.
Ela disse que gostava de mim mas ela não passa de uma maluca.
Convenhamos, uma maluca um tanto diferente das outras, o que faz dela igual todas as outras, ou não... me confundo com isso.

Também, tampouco importa isso, é tudo chato e cinza. Ou melhor, é como se minha vida fosse filmada com lentes azuis, frias.

Olhando assim, por este prisma percebo que as coisas estão organizadas de formas injustas e desonestas, onde ninguém pode ser feliz realmente... quer dizer, acho que não posso e quem sabe outros até consigam. Se bem que, no meu modo particular de encarar o assunto creio que sim, eles possam obter algum tanto disso.

Mas ela, droga, por que estou preocupado com isso? Aquela tola, ela nem sabe coisa alguma que diz. Tonta, na realidade.

ALGUMAS PALAVRINHAS MEGA INTERESSANTES
Faz você querer tocá-la
Faz você querer prová-la
Agora não pare - pegue, pegue
Ela é muito mais do que você está acostumado
Oh, ela quer aquilo, uh uh (então), eu tenho que dar pra ela
Seu quadril, suas coxas, você me deixou hipnotizado, deixe-me dizer.


PUFT! (torna a aparecer)



Citação poética de Justin Timberlake, é claro.

Convenhamos, super adequada.

16 de dezembro de 2007

antes de ontem

bacaninha e profundo.
antes de ontem é o que aconteceu já tem um tempo mas nem tanto.


mais óbvio e sincero impossível.

31 de outubro de 2007

baliza | s. f.

3ª pess. sing. pres. ind. de balizar
2ª pess. sing. imp. de balizar

do Cast. baliza

s. f.,
marco, estaca ou outro objecto que marca um limite;

Desp.,
em certos jogos, sítio por onde se deve passar a bola, para se marcar pontos;
sinal, limite;

Náut.,
bóia que indica o lugar de um baixio;

meta;
termo;
peça a que se encosta o papel nas máquinas de imprimir.

29 de outubro de 2007