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23 de outubro de 2008

Elucubrações do final do dia.


marina diz (18:53):
eu sempre me pergunto
marina diz (18:53):
o que leva alguém a ir pra aula de salto-alto?
maria antonieta diz (18:53):
o que?
maria antonieta diz (18:53):
será a mesma coisa que leva alguém a ir de bicicleta na chuva?
marina diz (18:53):
é confortável ir pra aula vestida assim?
maria antonieta diz (18:53):
vício? necessidade?
marina diz (18:54):
me pergunto isso tb
maria antonieta diz (18:54):
IXTILO neguinha
marina diz (18:54):
necessidade de chamar atenção pra si
maria antonieta diz (18:54):
mas é uma vida assim que levamos
maria antonieta diz (18:54):
aquela no qual pensamos, pesquisamos e concluímos:
maria antonieta diz (18:54):
saber a resposta é irrelevante.

20 de outubro de 2008

Esboço de sol.



São Pedro, seu 171, ou você pára de palhaçada ou eu te escrevo um email.

3 de agosto de 2008

Mas pode me chamar de gengibre.

Até ontem dizia para minha mãe que desprezava o gengibre. Toda vez que o tal gengibre ficava na minha vista (na cesta de frutas ou na geladeira) uma coisa era certa: pobreza. Gengibre só aparece aqui em casa quando não há mais comida alguma disposta. Pior que cheiro de mexerica só gengibre, apesar da briga ser boa.

Só que é aquela história – um dia tudo muda. Hoje tudo mudou. Tudo o que eu pensava sobre o gengibre mudou e agora somos amigos. Ou melhor, somos mais que isso. A relação é tão intensa que agora eu quero ser um gengibre.

Feio e desproporcional o gengibre várias vezes parece um dedo mutilado conservado em geladeira. Mas mesmo assim eu gosto dele. É paixão e a gente não explica, mas vamos aos fatos: hoje eu estava avisada, entre uma garfada ou outra eu iria encontrar o gengibre. Mesmo de forma tensa, nossa relação se aprofundou aí, quando descobri que gengibre é uma pimenta desajeitada, sem cores vibrantes. Discreto e provocante.

Minha personalidade ideal em forma de metáfora comestível. Arde, incomoda e a gente sempre quer mais. Vida longa ao gengibre porque ser bonitinho não é tudo nessa vida quando precisam de nós no dia seguinte.

30 de janeiro de 2008

Tentando contato.


Vontade de escrever, porém falta a velha inspiração. Você até pode julgar que para tamanha besteira não há necessidade de inspiração, mas acredite: precisa de muita.
Descobri que definitivamente sou um extraterrestre e não pertenço a essa cidade.

Eu não quero jamais me sentir
Como me senti naquele dia.
Me leve para o lugar que eu amo,
Me carregue durante todo o caminho...
É difícil de acreditar que não existe ninguém lá fora.



Red Rot – Under the brigde
– a clássica dos luaus.