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2 de agosto de 2008

Você é boa no quê?

Já não gostei dele e não gostei mesmo. Não precisei de motivos para isso, apenas a pose de superior e o cachecol dele já me irritaram bastante. Pareceu que horas de trabalho eram as coisas mais importantes do mundo.

Se inicialmente não tive boas impressões dele, imagine só quando ele resolveu falar. Falar e falar e como falava. Dizem que nosso próprio defeito nos incomoda mais. Era para um grupo que ele exaltava suas qualidades, mas parecia que tudo era só para mim. Tudo pessoal.

Mas a cereja do bolo foi o momento que ele resolveu fazer perguntas e as fez justamente para mim. Perguntou-me sobre habilidades e eu respondia furiosamente doce que não as tinha. Ele se irritou. Eu me irritei ainda mais. De repente ele me pergunta (como quem enfia uma faca no estômago do inimigo) e de forma nada amistosa: mas afinal você é boa em quê?

E eu respondo: em detestar pessoas como você.

21 de fevereiro de 2008

Em momento meu-querido-diário.

Precisando aprender a eliminar coisas. Papéis que não servem pra nada, idéias antigas, preguiças sempre atuais, bonecas de 1980 e sentimentos inúteis.

Necessitando instalar softwares, como os básicos Photoshop, Corel e o meu amigo Solid Works. Carência excessiva de pilhas, calças jeans e boas noites de sono (de preferência sem sonhos).

Vontade descomunal de enterrar amigos, ex-amigos e futuros amigos. Inimigos, continuem saudáveis, vocês são minha fonte de energia.

Só me chame para sair de casa em dois casos: para beber ou para ganhar dinheiro. Beber para ter vontade de trabalhar e trabalhar para pagar as cervejas.


Ponto de fuga invertido na vida real. Me leva de volta para Buenos Aires?