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3 de agosto de 2008

Mas pode me chamar de gengibre.

Até ontem dizia para minha mãe que desprezava o gengibre. Toda vez que o tal gengibre ficava na minha vista (na cesta de frutas ou na geladeira) uma coisa era certa: pobreza. Gengibre só aparece aqui em casa quando não há mais comida alguma disposta. Pior que cheiro de mexerica só gengibre, apesar da briga ser boa.

Só que é aquela história – um dia tudo muda. Hoje tudo mudou. Tudo o que eu pensava sobre o gengibre mudou e agora somos amigos. Ou melhor, somos mais que isso. A relação é tão intensa que agora eu quero ser um gengibre.

Feio e desproporcional o gengibre várias vezes parece um dedo mutilado conservado em geladeira. Mas mesmo assim eu gosto dele. É paixão e a gente não explica, mas vamos aos fatos: hoje eu estava avisada, entre uma garfada ou outra eu iria encontrar o gengibre. Mesmo de forma tensa, nossa relação se aprofundou aí, quando descobri que gengibre é uma pimenta desajeitada, sem cores vibrantes. Discreto e provocante.

Minha personalidade ideal em forma de metáfora comestível. Arde, incomoda e a gente sempre quer mais. Vida longa ao gengibre porque ser bonitinho não é tudo nessa vida quando precisam de nós no dia seguinte.

7 de setembro de 2007

o ministério de inutilidades adverte:

é, a TV (assunto corriqueiro nesse blog sem sal) engorda, dá sono e nos faz filosofar.
eu, viciada em coletar citações, trago algumas boas que a TV me proporcionou nos últimos dias:


beth carvalho, a rainha do samba (rainha só porque é um trubufu, senão seria musa) disse:

"acho que os brasileiro deveriam primeiro aprender bem o português, depois o espanhol... pra só daí aprender inglês, até porque samba em inglês não dá, só em português mesmo, samba em inglês não dá swing"

obrigada beth, vou anotar suas dicas no meu caderninho.


num documentário INTERESSANTÍSSIMO sobre aves brasileiras, a biologa genial complementa com dados super úteis:

"o brasil é o terceiro país com maior número de pássaros endêmicos no mundo, só perdendo pra colombia, que é o primeiro"


e claro, os meus preferidos nas citações são sempre os jogadores de futebol, esse contava sobre o filho que tinha morrido com menos de um ano de idade:

"ele era de 87, é triste, hoje ele estaria com 23 anos"


e sou eu que fico reprovada em matemática.
mas quem foi que disse que o mundo era justo?

comecei a fazer dieta e a ler livros, chega de TV (por essa tarde....)