22 de julho de 2008

Distância.

Provoca reações estomacais e acha todo mundo ruim. Ela critica, humilha e incomoda a todos. Faz com que ninguém goste dela, cada vez mais. Seus cabelos são brancos e seu coração azedo.

anotando no caderninho para citar depois.

o que você considera importante?
ter tempo para não fazer absolutamente
nada e ter a vontade de fazer justamente isso.

por que você bebe tanto?
não sei.

já analisou isso?
não, tenho medo de começar a me preocupar com meu maldito fígado.

(bukowski)

Nada que uma boa lixa não resolva.

Restaurar é viver. Enquanto restauro minha mesa feita toda em canela e linhas retas o mundo lá fora também restaura. O coração restaura e as idéias então... Enquanto lixo até cansar o meu pessimismo é afogado por serragem e me sinto mais leve do que suja.

Postagem número cem, só para comemorar.

Tudo fictício.

Eu sou desajeitada, pelo menos.
Derramo coisas por pegá-las muito rapidamente.
De longe, sou a que fala mais alto.
Tipo, quando eu tenho uma opinião, eu tenho que desabafá-la.
Eu rio de coisas estúpidas, apenas porque elas me agradam.

(kate nash)

Inventei que ia inventar. Seria tudo fictício mas nem importava. Aliás, era essa a intenção. Era tudo perfeito, cor-de-rosa e todos ficariam curiosos.

Mas é como dizem: cuidado com aquilo que deseja afinal pode se tornar realidade.

15 de julho de 2008

Obstinações.

Me surpreende a minha eterna capacidade de esperar pelas mesmas pessoas, de esquecer as mesmas regras e de assistir sempre ao mesmo filme.
Se realmente fosse essa maravilha biológica que dizem, com cérebro altamente desenvolvido (e polegar opositor!) não faria tantas coisas repetidas, tantas esperanças sem sentido. Não seria tão adolescente mesmo sendo muito velha para isso.
Às vezes me falta bom senso mas raramente esse sobra. Falta criticar quem deva ser criticado no lugar de ler blogs de fofoca. Falta aprender que certas coisas não mudarão e quando mudarem já não irão interessar.
Sinto vontade de correr até não aguentar mais, só que normalmente tenho preguiça antes de concluir o pensamento. Preguiça de ir e maior ainda em ficar.
Se ócio criativo é bom para alguns, me atormenta e mata diariamente.

1 de julho de 2008

Não era para rimar.

Tenho a impressão de estar beirando a loucura – mesmo. Não acredito que seja pelo fato de não dormir por dias ou por estar em tempo integral preocupada com alguma coisa.

Não acredito que seja por eu ter medo da minha avó e ela aparecer toda madrugada atrás de mim enquanto diagramo coisas. Ela está viva, só pra constar.

Não acho que esteja beirando a loucura por chorar sem ser TPM ou álcool. Também não devo culpar as pessoas em minha volta estarem cansadas e estressada – sempre foi e sempre será assim.

Se nada disso é, preciso encontrar algo para culpar. Talvez culpar o passado ou a nostalgia. Quem sabe não seria bom culpar as companhias? Culpar o excesso de café e a falta de almoços. Culpar o governo. Culpar qualquer coisa para simplesmente não precisar enxergar.

Segundo pesquisa do Instituto DataFolha:

78,7% das pessoas que me conhecem me consideram quase louca.

85,3% delas reconhecem que em final de semestre tudo fica mais agravado.

58,8% dos familiares me acusam de péssimo humor.


29 de junho de 2008

Tecidos.

Descobri: bom mesmo é ser vendedor de tecidos - ninguém rouba nada enquanto você não está de olho.

Disse eu:

Escrevo QUASE todos os dias - mas é em blog, aí não vale.

PROMETO:

- arrumar o guarda roupas
- fazer um template para esse blog
- escrever algo que interesse alguém.


tenho dito.

20 de junho de 2008

Grito ao mundo inteiro

Não quero dinheiro
Eu só quero amar!...

Só não sei o que dura menos na minha mão: amor ou dinheiro.

18 de junho de 2008

Não entendo de futebol.

Concluo que: os argentinos são tudo uns gostosos e que o Lucio (infelizmente a gente demu uma má sorte no primeiro tempo) está cada dia pior e que técnico da seleção é tudo burro.

Esperto mesmo é o torcedor, que gasta a noite assistindo isso.


16 de junho de 2008

Antes de ontem.

Tive vontade de chorar até dormir mas acabei dormindo para não chorar.
Acordei assustada, com medo de cair, foi quando descobri que já estava no chão.

15 de junho de 2008

Afagos.

12 de junho de 2008

Fica aí a metáfora.

Certo dia, alguém muito atento (mas não precisaria ser) me disse: você não gosta de nenhuma data comemorativa. Por mais óbvio que isso possa ser talvez eu nunca tivesse contabilizado o fato. Mas já que agora eu contabilizei, lá vou eu:

Algumas datas, como a páscoa não dão vontade de escrever. Vou falar sobre o quê!? Sobre os coelhos e seus ovinhos...? Acho que não. Porém existem outras datas em que eu dedico alguma espécie de atenção.

Dia dos Abobados Namorados é uma delas, claro que é. Hoje não vou dizer que isso é insano, que rosas estão démodé e que poderíamos viver feliz se a nossa sociedade não nos coagisse a ter um parceiro (de preferência numa coisa bem hétero). Não vou falar isso porque já falei todos os outros anos da minha vida.

Hoje vou contar uma historinha: era uma vez uma mocinha andando de calça de lycra (sim, as temíveis) por uma avenida bem movimentada. Estava tomada pelo suor apesar dos 9 graus que faziam na rua e sua face possuía um avermelhado que entregava a prática de alguma espécie de esporte. Em suas mãos, erguidas, carregava um vestido da Branca de Neve, todo engomadinho e revestido por um plástico protetor.

Não é preciso citar que o vestido da Branca de Neve chamou a atenção de todos. É também fácil prever que ela ouviu algumas piadinhas machistas. Enfim, ela era quase um ser bizarro, um happening.

Do outro lado da história está a carregadora da Branca de Neve, que estava exausta e não agüentava o peso do vestido nos seus ombros, mas morria de medo que ele se arrastasse no chão ( a lavanderia tinha sido demasiadamente cara). Na sua frente parecia haver apenas casais e carregadores de flores. Alguns dos casais andavam abraçadinhos e outros contavam histórias, conversavam. Os carregadores de flores apenas carregavam, quando muito faziam alguma gracinha sobre os contos da Disney. Durante todo o penoso percurso ela observou e concluiu: eram seres quase bizarros, um bando de happening.

Feliz dia dos namorados.

Tudo filho mais novo.

Das lições que diariamente aprendemos na vida, algumas até ficam. Hoje meu amigo ex quase inimigo me disse que eu generalizo demais. Não é porque ele é filho mais novo. Certeza.

4 de junho de 2008

O silêncio não existe.

E agora, mais uma vez, formulei a mim mesmo a pergunta: eu a amo? E, mais uma vez, não soube responder, ou melhor, pela centésima vez respondi que a odiava. Sim, ela me era odiosa.

[Dostoiéviski em Um jogador]

(falando por mim)

ao flor:

sorte, pura sorte.

3 de junho de 2008

O país da Burocracia.

Feliz que arranjou um emprego com carteira assinada? Prepare-se.

Não, seu emprego será ótimo, mas prepare-se para uma burocracia gigantesca apenas para preencher uma página da sua carteira.

- Xerox da sua identidade, CPF, título de eleitor e comprovante de residência.

- Não esqueça de uma linda foto 3x4 e do exame médico.

Depois da maratona de juntar tudo isso para o contador/empregador, trabalhar vai ser mole.

2 de junho de 2008

Meus ideais não pagam as minhas cervejas.

E não pagam mesmo. Mas fica a dúvida se eu não me vendi ao mundo machista e hipócrita.

Mas é como dizem né, a ocasião faz o ladrão.

1 de junho de 2008

Espelho sujo.

Tenho que admitir: o Orkut me desafia. Quando ele me pergunta sobre livros, músicas ou atividades ele está sim me desafiando. Faz perguntas simples e eu as respondo se bem entender e mesmo com todo esse ritual simplório eu me sinto desafiada.

Quando o campo “esportes” não tem o que responder ou quando o “par perfeito” está longe de ter resposta justa, fico desnorteada. Como saber as minhas comidas preferidas ou o que mais chama atenção em mim?

E nessa coisa de tentar resolver os enigmas das perguntas ingênuas e tentar parecer algo mais interessantes aos visitantes desconhecidos fico me questionando sobre a vida. E dá-lhe terapia.