31 de outubro de 2010
Honestidade
3 de julho de 2010
Dignidade
2 de julho de 2010
copiei dum newsletter
8h correr pelo menos uma hora
10h chegar no escritório
13h almoço com cliente (seja pontual)
20h último horário da manicure
21h drinque com amigas (nada pontual)
24h cama, enfim!
atitudes medievais da sociedade pós moderna
29 de junho de 2010
Jabulani chora.
26 de maio de 2010
Passarinho
22 de maio de 2010
Vittorio
20 de maio de 2010
Pode-se dizer que passo blush demais.
13 de março de 2010
Futuro do passado
Detesto /querer/ controlar o mundo.
Eu sei, você é incapaz de adivinhar o que eu penso.
Sei também que não é exatamente sua culpa. Nem minha.
Quero te falar várias coisas enquanto você dorme. Não quero falar com você enquanto acordado.
Vou te esmagar e arrancar seu rim com os dentes.
Eu não dou a mínima do que você me diz, mas me irrita lembrar de suas frases durante todo o dia.
Não quero saber do terremoto do Chile, nem da divertidíssima festa que eu perdi.
Saudades do tempo que não vivi.
É que sou chata, difícil de lidar, teimosa e diversas vezes grosseira. Se continuar me aprimorando, tenho um brilhante futuro em querer ser Bukowski.
São as pessoas chatas as que precisam escrever. Se fossem legais os escritores (aka blogueiros), eles estariam bebendo cerveja com os amigos, mas não, estão sós. E estar só, significa estar com um bloquinho sendo anotado (mesmo com dez pessoas em volta, bebendo cerveja) ou, neste caso, estar só é apenas estar acordada quando o outro dorme.
Só que mesmo a criatura mais má, negra e com olhar das trevas necessita falar. Aí ela fala, com o seu infeliz blog, com seu infeliz amigo away no gtalk. Fala também com os animais. E ainda acaba com "prontofalei", para ser MUDERNA.
Adoro gente MUDERNA.
16 de março de 2009
9 de março de 2009
Repito-me (no post e no hábito)
Se somar e tirar, no final é sempre a mesma coisa. A cara é a mesma, o corte é bem parecido.
A cor dos cabelos, fora uns fios brancos que sempre surgem, tudo igual.
E não é analogia nenhuma. Nem nenhuma metáfora. É dele, do meu velho espelho, que eu sempre preciso.
Da chuva chata com calor insuportável até a internet lenta mais do que deveria. Tudo numa repetição, pior que refrão de música popzera. Das músicas a gente gosta, elas são bobas demais e não fomos nós mesmas que criamos. Sendo isenta nossa culpa, podemos nos divertir e dançar 'Toxic' até o chão. Nós mesmas, nós mesmas.
E preciso dele, do espelho, porque ele me deixa pensando em como minha barriga deveria estar menor, no como eu deveria beber menos, no como eu deveria ser menos dramática. Aí vem a parte que ele me lembra que tudo isso que eu pensei é mulherzinha demais e eu, macho demais. Sempre tem os amigos mais íntimos, que sabem que eu sempre tropeço na frente da Receita Federal, me olhando nos vidros revestidos de papel laminado dourado, mais cafona que dizer cafona. Mas eles (os espelhos), assim como os homens com bons argumentos, me encantam. Não gosto muito dos espelhos-laminados, mas também não gosto muito dos que fazem a barba. Mesmo não gostando muito, continuo tropeçando.
Aí tem aqueles amigos ainda mais íntimos, e ainda mais observadores, que dizem que eu exagero, que tudo não é assim, e que sabem que eu gosto de tudo isso, com todo o cinza - do dia de chuva com calor insuportável. E eu digo, sem ser íntima ou observadora, que tudo o que eu não sei é como quebrar esse ciclo. Tudo que sei é que só eu sei.
Mas aí eu me olho no espelho, como já fiz trezentos mil e quatrocentos e dezoito vezes, sendo chuva e calor ou chuva e frio - o que importa é que aqui sempre chove. E aí eu sento na frente do meu teclado, preto com as teclas gastas diariamente. Penso que sou Bukowski, bêbada e promíscua. Não, tô mais para Tolstoi, fazendo de qualquer paixão algo imenso e interessante. Aí releio toda essa coisa, esse espelho em letras, e percebo que sem a genialidade de nenhum destes, eu sou no máximo Camões, querendo que todos soubessem da chatisse que ele sentia, mas de verdade, não interessava à ninguém.
19 de fevereiro de 2009
Por isso que eu gosto de pedalar.
What I am to you is not real.
What I am to you, you do not need.
What I am to you is not what you mean to me.
Eu sinto sua respiração no meu pescoço, afinal, você está tão próximo.
Esta cena se repete incansavelmente - por anos. Por estar habituada com o acontecimento, meu cérebro desliga-se do turbilhão de frases e começa a observar que nos bancos da frente (e também nos de trás) de mim (sozinha) existem homens tão apaixonados que são patéticos. Apaixonados por elas.
Quando começo a raciocinar, começo também a perder as forças.
16 de fevereiro de 2009
Na fila do banco.
15 de fevereiro de 2009
u-i-a
causar torpor a;
adormentar;
amortecer;
impedir (o movimento) dos membros;
enervar;
tirar a energia;
enfraquecer;
desfalecer;
desalentar-se.
28 de dezembro de 2008
Pois não pense que eu esqueci.
Experimentos de verão (parte 1): forró.
Elisinha não precisou me convencer, costumo confiar nela e aceitei o desafio. A noita tava boa, quente e estrelada. Como somos mulheres, chegamos cedo para não pagar entrada (daquelas vantagens que as neo-feministas de plantão fingem não ver) e ficamos lá, esperando o lugar abrir. De dentro, fiquei menos assustada. Havia uma mesa lateral imensa, que margeava todo o salão. Tampo de fórmula (um clássico dos botecos) e banquetas construtivistas. Hype mesmo eram as luzes vermelhas que iluminavam a baladinha e me deram vontade de tirar uma lomo da bolsa e fazer fotografias narcisistas ao extremo. Mas bonita mesmo, era a vista de lá – talvez pela minha imensa vontade de fugir – embaixo da festa (que ficava numa espécie de segundo andar) tinha a rua movimentada e bem no final do horizonte tinham luzes, o que me fazia supor que no breu entre a rua e o horizonte havia uma paisagem bem bonita. Sobre as pessoas, era fácil definir estereótipos: meninas de saião e sapatilha, apesar das novas versões de salto (as fakes forrozeiras, soube com o passar do tempo) e os meninos, de all star (é, all star) e bermuda. Pessoas mais felizes do que bonitas. Mais simpáticas do que compreensivas. Como se fossem a Dani Carlos, todas as músicas tinham versões em forró. Desde aqueles sambinhas roots até uns rockzinhos. Divertidíssimo. Pânico só na hora de troca de músicas, onde sempre vinha alguém me convencer a dançar. Ninguém conseguiu. Comprei um coca e assisti tudo com a minha lomo imaginária. Fiz 128 fotos.
9 de dezembro de 2008
Sinestesia entorpecida
Ohhhhh You're changing your heart
Ohhhhh You know who you are
Feist